quarta-feira, 2 de março de 2016

Dificuldade em guardar nomes


Sempre tive dificuldade em guardar nomes. Quando mais novo sabia de cabeça o telefone e o aniversário de todos os meus parentes e amigos mais próximos, mas nomes...

Encontrava pessoas em festas e eventos e sabia de onde as conhecia, de quem eram amigos ou namorados, o que havíamos conversado, mas o seu nome... Ah, como era difícil lembrar o nome.

Muitas vezes era necessário apelar a alguém e perguntar disfarçadamente como a pessoa se chamava, mas algumas vezes não era possível.

Quando a pessoa te chama pelo nome acaba sendo mais constrangedor ainda.

No acampamento é necessário saber o nome dos acampantes do nosso chalé e muitas vezes temos mais de vinte garotos para decorar o nome em menos de 24 horas. Mas fora eles, ainda há todos os demais presentes na data, além dos professores. E, quando decoramos, eles vão embora, uma nova data começa e outros quinze nomes aparecem para que eu decore.

Uma vez chamei tantas vezes um acampante de João que quando eu ia chamá-lo ele já me corrigia: "É Pedro!". Como ele levou na brincadeira, o chamava de João Pedro. Por mais que não lembrasse qual dos dois era o correto, eu sempre teria 50% de acerto.

Dizer ao mundo que sou TDAH me ajuda muito a trabalhar isto. Hoje, quando conheço uma pessoa já a abordo dizendo que vou esquecer o seu nome e que perguntarei por ele algumas vezes mais. E assim acabo fugindo de algumas saias justas.

Não é uma falha minha e não devo e não vou me culpar por isso. Explicar que isso pode acontecer só deixa a situação mais confortável quando isso o corre. E não é só com os nomes. Muitas outras situações que ainda vou relatar também podem ser evitadas apenas com um aviso.

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