Depois da apresentação para a sala, realmente senti que estava preparado para apresentar. Eu estava mais confiante do que pensei que estaria. Durante a tarde passei algumas vezes e em nenhuma delas consegui falar por menos de 15 minutos. Esta era a minha grande preocupação.
Lá estavam meus pais, minha filha, minha irmã e meu cunhado. No começo estava um pouco nervoso, mas já no primeiro minuto consegui ficar mais confortável.
A primeira parte para mim era confortável, pois tinha uma bagagem sobre o TDAH, quando entrei na parte de desenvolvimento infantil tive medo de me perder, mas também foi tranquilo. Quando me dei conta já estava falando sobre as questões escolares e a importância do profissional de educação física na vida das crianças com TDAH.
O professor da banca me questionou sobre a fase de desenvolvimento, ele não concordou com uma das informações que para ele parecia impreciso, mas era uma citação, não poderia mudar. A outra avaliadora fez duas críticas das quais concordei: a primeira foi por não ter citado os tratamentos e a segunda foi sobre as turmas especiais em escolas.
Todos me parabenizaram, disseram que não aparentava estar nervoso e que realmente me saí bem. Minha nota foi 7. Pra alguns não seria motivo para comemorar, mas para mim foi um 10. Consegui depois de 12 anos apresentar o meu TCC, o finalizei em 4 dias sem correção da minha orientadora. Seria até mesmo injusto ter a mesma nota que aqueles que levaram um ano todo preparando os seus trabalhos.
Levei tudo nas coxas, na base da brincadeira, procrastinei e mais uma vez me acomodei e fiquei feliz com a média. Até mesmo ali o ser mediano me acompanhava.
Caso você não tenha entendido o peso do adjetivo mediano, veja o post que falo sobre o assunto. Assim encerrou-se a minha vida acadêmica. Quer dizer... Eu ainda tinha dois exames pela frente. Mas essa é outra história.
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