Sabe aquele dia em que tudo o que você queria era não ter saído da cama? E se este dia se repetisse por semanas?
Demorei para criar coragem para escrever sobre os dias de trevas, mas acho necessário.
Eu tive dias difíceis e acredito que foi a pior fase durante as minhas 3 décadas.
Desejava que o tempo corresse e que os dias, as semanas e os meses passassem para o dia em que toda aquela agonia fosse embora.
Claro que já tive meus momentos de tristeza, de querer me isolar, mas nunca por tanto tempo. Foram semanas isolado, eu não me reconhecia mais. Parei de treinar, passava dias e noites no sofá, em frente da televisão e do computador, só comia quando lembrava que precisava, trabalhava no piloto automático, meu rendimento caiu visivelmente, assim como os 12 kg apontados pela balança.
Eu tinha duas opções: continuar procrastinando ou deixar a zona de conforto e tomar as rédeas da situação.
Não vou mentir e dizer que tudo já mudou completamente, não existem passes de mágica, mas hoje não consigo passar o fim-de-semana no sofá, voltei a gostar de ter pessoas ao meu lado (sem exageros), trabalho com prazer e estou cheio de projetos.
A grande mudança é que voltei a ter metas. Metas profissionais, metas na minha vida pessoal e metas diárias. É claro que não consigo cumprir tudo, mas grande parte está sendo feito e o restante vou transferindo para o dia seguinte. E encarrego algumas pessoas para me ajudar também.
Se preciso terminar um projeto, alguém vai me cobrar diariamente a que pé anda a conclusão, o Abbud me acompanha na academia para que eu não fuja dos treinos, acho que apenas quanto ao trabalho e parar de beber eu não preciso mais de monitoramento. E olha que parar de beber não é fácil. Mas isso fica para um próximo post.
Então, meus inquietos, se você está vivendo uma fase ruim, afrouxe a corda que procura o teu pescoço e lembre-se que depois da tempestade vem a bonança. É apenas uma fase e se você não tiver medo de buscar ajuda, esta fase ruim vai passar mais rápido do que você imagina.
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