quinta-feira, 5 de maio de 2016

Não fui eu!

Ouve-se um grande estrondo na cozinha, você corre para ver o que é e ao chegar se depara com o seu filho caçula em frente a um vaso de flores quebrado. Ao lado do vaso uma bola de futebol.

Antes mesmo que você abra a boca a criança logo tenta se defender, usando apenas um argumento: "Não fui eu!"

Nem sempre vai dar certo, mas a velha história do "A culpa é minha e eu coloco em que eu quiser!" acontece muito na vida do TDAH.

Os atrasos, as falhas, os incidentes sempre têm uma desculpa. Culpamos alguém ou até mesmo o Transtorno. Sim, o TDAH muitas vezes é utilizado como válvula de escape. Não que ele não tenha participação. Mas não podemos generalizar.

Eu venho me policiando demais nos últimos tempos. Culpei o TDAH por muitas coisas no passado recente. Hoje assumo mais as minhas falhas e seu melhor quando posso evitá-las. O que não quer dizer que sempre as evito.

Continuo sendo humano, continuo TDAH, continuo errando. Mas agora a culpa do João e do João e a minha culpa é minha culpa.

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