sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Reorganização financeira x TDAH

Foram sete anos entre a minha primeira e a segunda consulta. O segundo profissional que procurei, que por sinal, foi o mais caro, afirmou apenas com cinco minutos de conversa que era impossível eu ter TDAH, pois na época eu trabalhava com teatro. Um ator não conseguiria decorar um texto se portasse TDAH, foi o que alegou o profissional.

Minha mãe, pedagoga, e minha irmã, psicóloga, me pressionaram para procurar ajuda novamente.

Quase dez anos após a primeira consulta comecei a psicoterapia. Na época, a minha estava um caos: namoro em crise, financeiro no vermelho, prestes a abandonar o que fora a minha vida por oito anos e com uma séria decisão a tomar.

E este foi o motivo inicial pela busca de ajuda. Com toda a minha desorganização acabei arranjando uma dívida, que descobri tarde demais. Em pouco tempo precisava acertar o que devia, pagar a minha rematrícula na faculdade e me reestruturar financeiramente, o que no momento era praticamente impossível.

A primeira coisa que a minha psicóloga me mostrou foi que era possível reestruturar a minha vida apenas com algumas mudanças, alguns exercícios e seguindo uma certa rotina.

Abri mão de um de meus cartões, que hoje está sobre a custódia de minha irmã, eliminei gastos, passei a controlar mais a minha planilha de entradas e saídas e após poucos meses já não estava mais no vermelho. Na verdade, já conseguia terminar os meses ainda com dinheiro na carteira.

 Sobre a questão financeira inicial, eu quitei a dívida com o dinheiro da rematrícula e adiei a volta pra faculdade em mais um ano, o que faria diferente se fosse hoje. Com certeza buscaria uma forma de fazer a rematrícula e acertar a dívida ao mesmo tempo.

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